Pvhcaos - AO VIVO

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Tirinhas

'Mundinho animal'

Por Arnaldo Branco


Essa é BOMBA

Família usava bomba como 'ferrinho para segurar porta' há 15 anos em MS

Descoberta aconteceu quando outra bomba foi achada no mesmo bairro.
Equipe da polícia irá recolher projétil para análise nessa segunda-feira (30).

FONTE:  G1 MS


Família usava bomba como 'ferrinho para segurar porta' em MS (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)Artefato era manuseado pela família residente no Jardim Carioca (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

A doméstica Jerusa Pereira dos Santos, de 40 anos, guarda em casa há 15 anos um projétil de artefato bélico encontrado enterrado no quintal. No sábado (28), a dona de casa descobriu que  era uma bomba e que representa riscos à família depois que um objeto semelhante foi encontrado em um canteiro de obras na mesma rua, no Jardim Carioca, em Campo Grande.
Nessa segunda-feira (30), policiais militares da Companhia de Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), devem ir até a casa retirar a bomba.
 
“A gente nem imaginou que pudesse ser uma bomba, e eu só guardei porque era diferente. Eu usava o 'ferrinho' pra segurar a porta; toda vez que alguém tirava ele do lugar, eu perguntava onde estava meu ferrinho”,  disse Jerusa ao G1.
Há 4 meses, o irmão dela chegou a comentar que o “ferrinho” parecia uma bala e que deveria entregar para um museu. “Eu nem levei a sério”.

A descoberta aconteceu depois que a polícia foi acionada para retirar um artefato explosivo de uma obra próxima, no sábado (28). A filha de Jerusa, de 10 anos, viu a bomba. “Ela voltou para casa desesperada, porque o objeto era igual ao que a gente tinha guardado”.  A polícia soube da existência desse outro artefato e irá retirá-lo da casa hoje.
Família usava bomba como 'ferrinho para segurar porta' em MS (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

Artefato foi encontrado na fossa da casa
(Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

O projétil na casa de Jerusa foi descoberto em 1997, quando cavaram uma fossa no quintal da casa. Na época, o marido da doméstica achou estranho o objeto, mas ele virou um 'souvenir' prático da família. As filhas da dona de casa usaram várias vezes o projétil para amassar latinhas. As meninas levantavam a bomba e usavam a base como martelo. “Ele [o artefato] era usado dentro de casa, no quintal, ficava no sol, segurava o portão e nunca aconteceu nada”, comenta.

Depois da descoberta de sábado, o projétil saiu do portão da casa e foi deixado no quintal, por receio de que algo acontecesse.
 
Análise
Depois de avaliar as fotos feitas pelo G1, o major Marcos Paulo Gimenez, comandante da Cigcoe, disse que o objeto encontrado na casa de Jerusa é muito semelhante ao destruído no canteiro de obras no sábado.
Família usava bomba como 'ferrinho para segurar porta' em MS (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)
Parte de bomba destruída em canteiro de obras
(Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)
O projétil destruído no canteiro de obras, segundo Gimenez, provavelmente era utilizado entre as décadas de 1910 e 1920. O sargento Tárcio Pimentel, técnico em bombas e explosivos da Cigcoe, disse que o exemplar destruído estava ativo. “Quando nós demos um choque com carga de explosivo reduzida o artefato explodiu e se fragmentou”, explicou. Parte do material foi recolhido para análise.

 Pimentel explicou que não é possível identificar o tipo de explosivo, a origem do artefato ou há quanto tempo estava no canteiro de obras. “Só uma análise e um estudo detalhado podem definir as características do artefato”, conclui.

A Polícia Militar orienta que se alguém encontrar um objeto suspeito de bomba deve isolar a área e acionar o 190. As pessoas devem manter distância do material até chegada da polícia.

A assessoria do Comando Militar do Oeste (CMO) informou que vai procurar a família que
encontrou o artefato e analisar se há necessidade de detonar ou não o explosivo. A assessoria não informou que o bairro onde o projétil foi encontrado era usada como área de treinamento militar.



pVHcaos - boom, boom, boom, boom...........

terça-feira, 24 de abril de 2012

Corrupção existe?

Recebi esse mail de um amigo que faz parte do alto escalão jornalistico nacional, fonte fidedigna.

Leiam e se possível deixem seu comentário a respeito.

grato


Cid
PvhCAOS


Repassando, como recebi de um contato!
 
Sábado fui ao aniversário de 50 anos do Chico Otávio, repórter do Globo.
 
Lá estavam, entre outros, o Rubens Valente, da Folha, outros “jornalistas investigativos”. Estava também o Wagner Montes, cuja assessora de imprensa na Alerj é amiga do Chico.
 
Soube de informações interessantes:
1) Coisas mais graves do que as apuradas pela operação Monte Carlo (da PF, criada para investigar Demóstenes e Cachoeira) foram apuradas na operação Las Vegas, que trata de ligações do Cachoeira com a cúpula do Judiciário. Haveria material incriminando (em maior ou menor grau) nove ministros do STJ e quatro do STF. Só que o STF requisitou toda a documentação a respeito, determinando que a PF não ficasse com cópia, e sentou-se em cima da papelada. Isso era sabido não só pelo Chico Otávio (Globo) e pelo Rubens (Folha), mas (pasmem!) pelo Wagner Montes.
2) Como a área de atuação de Cachoeira é perto de Brasília e ele tem desenvoltura e poder de articulação, ele atua como representante de um pool nacional de contraventores que exploram bingos, caça-níqueis, video-poquer e afins. Não fala só por ele. Daí sua desenvoltura (e seu dinheiro).
3) Cachoeira é um arquivista compulsivo. Tem gravações telefônicas e em vídeo que comprometem todos os grandes partidos e inclusive gente graúda do governo federal. Tem um vídeo em que dá R$ 1,5 milhão a uma alta figura ligada à campanha da Dilma. O Globo e a Folha tem a informação, mas não sabem quem recebeu o dinheiro. E não têm provas.
4) O contador de Cachoeira, cuja foto está nos jornais, está em Miami, com cópia de tudo o que ele tem gravado. Se algo acontecer com o patrão, vem tudo à tona.
5) Cachoeira está chantageando o governo federal. Diz que não vai aceitar a prisão. Diante disso, o PT está pagando os honorários de Márcio Tomaz Bastos (R$ 16 milhões), que o defende e vai de jatinho à penitenciária de segurança máxima de Mossoró, onde Cachoeira está preso. Folha e Globo têm a informação de que é o PT quem paga Márcio, mas não a publicam por falta de provas.
6) Todo mundo está com medo de investigações sobre a Delta. Parece que ela – que contratou Dirceu como “consultor”, o que ele não nega – tem tido uma atuação muito mais agressiva do que as demais empreiteiras e cresceu de forma vertiginosa. Tem “negócios” com PT, PMDB, DEM, PSDB
7) Ninguém entendia muito vem por que Lula teria dado força à criação da CPI. Detonar marconi perillo parecia pouco para explicar uma CPI que pode abalar a república. Os jornais de hoje já dizem que o PT já pensa em recuar.
 
De qualquer forma, como se vê, a Cosa Nostra chegou aos trópicos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

By BBC

Arquivos revelam segredos do passado colonialista do Império Britânico

Levante de Mau Mau


Grupo anti-império Mau Mau tentou expulsar britânicos do Quênia entre 1952 e 1960
Arquivos secretos do passado colonial da Grã-Bretanha, que muitos historiadores acreditavam terem sido destruídos, foram divulgados pelo governo do país. A medida foi tomada seguindo uma determinação feita pela Justiça britânica há um ano.
Alguns dos documentos contêm dados sobre assuntos polêmicos, como o Levante de Mau Mau contra os britânicos, no Quênia, e uma insurreição de comunistas na Malaia Britânica (atual Malásia), ambos ocorridos nos anos 1950. Um dos documentos revela que um insurgente foi queimado vivo pelas autoridades.
Entre outras coisas, os papéis divulgados agora revelam que:
  • Os britânicos temiam que nazistas disfarçados de caçadores de borboletas estivessem planejando invadir o Leste da África em 1938;
  • Eles confiscaram o rebanho de quenianos suspeitos de apoiar rebeldes Mau Mau nos anos 1950;
  • Havia um plano para extraditar um líder grego-cipriota para as Ilhas Seychelles, apesar de o governo estar negociando com ele formas de por fim a uma rebelião violenta no Chipre em 1955;
  • Havia preocupação de que muitos estudantes quenianos que foram estudar nos Estados Unidos em 1959 estavam começando a demonstrar sentimentos "anti-americanos e antibrancos"; este foi o ano em que o pai do presidente Barack Obama foi estudar em uma universidade no Havaí.
  • O processo foi movido por quatro quenianos envolvidos no conflito de Mau Mau. O governo foi obrigado a admitir que havia mantido 8,8 mil arquivos secretos, desde o tempo em que o Império Britânico recebia correspondência confidencial de suas colônias.

'Cultura do sigilo'

Um acadêmico que serviu de consultor para os quenianos elogiou a medida, mas disse que ela não acaba com a "cultura preocupante de sigilo" do governo britânico em relação a seu passado colonialista.
"O governo britânico mentiu sobre isso no começo. Esta saga é tanto uma conspiração colonial, quanto uma trapalhada burocrática", disse o professor David Anderson, de História Africana da universidade de Oxford.
Os 1,2 mil arquivos divulgados agora são a primeira parte de seis grandes grupos que serão abertos ao público até novembro de 2013. Eles dizem respeito a eventos acontecidos entre 1930 e 1970.
Segundo os arquivos do ministério da Defesa do Quênia de 1961, que fazem parte dos documentos divulgados, os administradores da colônia criaram classificações especiais para impedir que certas informações chegassem a governantes locais.
Alguns dos arquivos eram classificados com a letra "w", a inicial da palavra "white" ("branco", em inglês). Estes documentos só podiam ser vistos por "sujeitos britânicos de ascendência europeia".
Um porta-voz da chancelaria britânica disse que o ministro das Relações Exteriores, William Hague, manifestou estar "feliz" com a divulgação dos documentos e se comprometeu a disponibilizar todos os dados ao grande público "o mais rápido possível".

Semana do Metal - Shaman

O metal é uma alusão à vida, é amar e ser amado', diz vocalista do Shaman

Banda, que toca no Metal Open Air nesta sexta-feira, fez o hino do festival.
Em entrevista ao G1, Thiago Bianchi diz que show terá 'muitas surpresas'.

Fonte: Flávio Seixlack  G1, São Paulo

Thiago Bianchi, vocalista do Shaman
Entre todas as bandas escaladas para o Metal Open Air, festival que acontece em São Luís a partir desta sexta-feira (20), o Shaman talvez seja a única que tem uma relação de fã, ídolo e, de certa forma, representante do grandioso evento no Maranhão.

Afinal, é do quinteto a canção "At M.O.A.", hino encomendado pelo festival que já foi ouvido quase 200 mil vezes online. Por outro lado, o vocalista Thiago Bianchi diz que quer muito assistir ao show dos "heróis" do Megadeth, banda da qual é "fã desde moleque", como disse em entrevista ao G1. Por fim, haverá a apresentação do próprio Shaman no dia 20, que promete descarregar no palco toda a energia acumulada nos ensaios que tem feito.
(No sábado, 14, o G1 deu início a uma série de nove entrevistas com artistas que vão se apresentar na primeira edição do festival Metal Open Air, que acontece em São Luís, no Maranhão, entre os dias 20 e 22 de abril.)

Em uma longa conversa com o G1, o músico falou sobre como foi gravar a música-tema do evento e deu explicações convincentes de como o heavy metal pode ser mais do que simplesmente um gênero: "é um som que te soca no olho como se fosse um jab do Mike Tyson". Leia a entrevista:
G1 – Como está a expectativa pra se apresentar em um festival como o Metal Open Air?
Thiago Bianchi –
As expectativas são as maiores e as melhores possíveis. Estamos totalmente focados e concentrados para fazer a melhor apresentação da nossa carreira. Quando a gente esquece disso por alguns minutos, os fãs aparecem para lembrar.
G1 – Acha que vai ser uma grande festança?
Bianchi –
Acho que tem tudo para ser o que já é, o maior evento de heavy metal da história do país. Dizer que a gente está empolgado seria algo pequeno para descrever o sentimento. Vamos poder dividir o palco com os maiores nomes do estilo, até mesmo com heróis, como é o meu caso: o Megadeth é a banda que eu mais gosto desde moleque. A gente gostaria muito que o público comparecesse, pois essa é uma festa para eles, na verdade.
G1 - O Brasil merecia um festival como esse, já que tem tantos fãs de metal?
Bianchi –
Isso é uma coisa mais do que óbvia, porque a gente tem também as maiores bandas do estilo, mundialmente falando, como Angra, Sepulturae Shaman. Todas elas serão representadas de uma forma ou de outra. O Sepultura e o thrash estarão representados por bandas como Krisiun e Korzus, que é uma das maiores do mundo. Na minha opinião, demorou para ter um evento assim. Os festivais que a gente tinha e que celebravam o hard rock e o metal acabaram, então estava na hora de ter algo assim. Os eventos por aí não celebram o heavy metal.
G1 – O que você e banda mais querem assistir lá?
Bianchi –
Gostaria de ficar os três dias, mas minha mulher está grávida, está pra ter bebê. Mas as bandas que com certeza eu vou ficar para curtir, nem que eu tenha que me amarrar lá, são: Megadeth, Blind Guardian, Symphony X e Rock N’ Roll All Stars, estou muito curioso para ver tantas lendas do rock juntas. E o próprio Charlie Sheen, vou levar uma camisa de boliche para ele autografar (risos). Também o Saxon e o Anthrax, claro, que marcou a todos nós e voltou agora com tudo. Para mim está sendo um sonho. Inclusive quando fizemos o hino do festival e eu estava escrevendo a letra, as maiores atrações estavam sendo confirmadas naquela semana, então eu escrevia uma pedaço, aí confirmava alguém e eu voltava e fazia tudo de novo, porque foi muito emocionante. No fim foi legal porque eu escrevi a letra mais como um fã e menos como um ídolo.
Os integrantes da banda paulistana Shaman (Foto: Divulgação)Os integrantes da banda paulistana Shaman (Foto: Divulgação)
G1 – Você que bolou toda a letra, certo? Não teve nenhum pedido específico do festival?
Bianchi –
A música foi pedida pela produção do evento e no começo eles queriam algo que fosse mais como um jingle, parecido com aquele do Rock In Rio. Mas, em uma conversa com a produção, pensamos em fazer uma música de heavy metal mesmo, inspirada. Não é um jingle e não tem nenhuma aspiração a ser. Como é um evento de heavy metal, a gente tentou fugir dos parâmetros. Quando você fala de heavy metal, você fala de liberdade total de expressão musical, então você só tem que ter muita atitude. A gente queria fazer uma música de coração, do ponto de vista de um fã e também do ponto de vista de ídolos, já que os nossos fãs esperam da gente certas atitudes, determinadas energias. No fim, acredito que saiu uma música totalmente de coração. Sei que algumas pessoas esperavam uma canção mais fácil, de mais fácil digestão, mas não é o que representa o heavy metal. O heavy metal não é fácil de digerir, o heavy metal é um som que te soca no olho como se fosse um jab do Mike Tyson. O metal é uma alusão à vida, é amar e ser amado.
G1 – E como vai ser o show o Shaman?
Bianchi –
A gente tem muitas surpresas, mas claro que não vou revelar. Espero que todos possam conferir ao vivo. Estamos com um show muito bem montado, temos ensaiado muito. O que eu tenho ficado mais impressionado com nós mesmos é que cada ensaio tem sido um show. A gente agita e faz paradinha nas músicas, fica se divertindo. A apresentação terá algumas participações, podem esperar que vai ter coisa boa. Vale a pena dizer também que vamos gravar um vídeo desse show.
G1 – Qual é a importância de ter um evento desse porte em um lugar como o Maranhão, que é longe de São Paulo e do Rio?
Bianchi –
Se tem uma coisa que a gente pode celebrar aqui no país é a diversificação de raças. E o norte e nordeste geralmente tem ficado de fora da nossa história como polos financeiros. Acho até que demorou para se juntar ao resto do país, porque a força humana que existe aqui é muito grande e muito vem de lá. Acho que tá na hora de abrir as portas pra que nosso país se unifique em todos os pontos de vista. Vamos celebrar a nossa cultura.
G1 – O disco mais recente de vocês, "Origins", é um álbum conceitual. É complicado costurar uma história ao longo de várias canções ou é mais fácil justamente por ter um tema central ali?
Bianchi –
Não quero soar redundante, mas dentro do heavy metal você lida muito com a emoção, não é um som que você faz por dinheiro. Hoje em dia é fácil você reparar como tem muita banda que faz música por dinheiro. O grande lance é realmente você colocar o coração na ponta da caneta e é difícil escrever uma história sob qualquer ponto de vista. A diferença desse disco pros outros é que ele tem uma história que eu já queria contar há muito tempo. Somos todos bem devotos de culturas místicas. A história do Amagat nada mais é do que uma história que amarra um pouco da história dos famosos avatares, tem um pouco da história de Buda, de Jesus, de Shiva... que de certa forma é a história da humanidade. O grande lance da história do Amagat é que a gente tentou explicar a origem dele, como ele influencia cada disco da banda. No fim, acabou saindo tão fácil que quando você lê e ouve o álbum tudo faz sentido e você se sente bem.

APR - Abril Pro Rock

'Era impossível imaginar futuro com música', diz Jão, do Ratos de Porão

Banda é uma das atrações da noite de sábado do Abril Pro Rock, no Recife.
'Vamos agradecer energia do público com show inesquecível', diz guitarrista.

Colaborou: João Carvalho - Globo Nordeste

Eles correram centenas de palcos. Fizeram shows e viagens memoráveis pelos quatro cantos do mundo. Começaram na música com o punk, quando o movimento explodiu em São Paulo em 1980. Transformaram-se num ícone da música e ganharam ainda mais adeptos quando começaram a se dedicar ao hardcore. O Ratos de Porão chega aos 30 anos de vida e a previsão é de que o palco do Abril Pro Rock (APR) fique ainda mais sujo e agressivo no sábado (21), na segunda noite do festival, tradicionalmente dedicada à música mais pesada.
Ratos de Porão (Foto: Divulgação) 
Para os Ratos de Porão, público do Recife sempre os recebe muito bem (Foto: Divulgação)
 
Respeitados desde o início, os Ratos se destacaram entre bandas do início do movimento punk brasileiro, como Olho Seco, Cólera e Inocentes. Nem a "mudança" para o hardcore e as acusações de "fãs xiitas" atrapalharam a carreira da RxDxPx. São 14 trabalhos de estúdio e outros 3 registros ao vivo. Entre eles, um show memorável no lendário CBGB, templo do punk rock em Manhattan, Nova York, onde já tocaram, entre outros, Ramones, Blondie, Elvis Costello e The Dead Boys. Foi um marco para eles, como seria para qualquer banda do mundo.

Para os headbangers, ou até para quem não é tão fã assim do som mais pesado, vale a pena. Experiência única ter o Ratos de Porão em um mesmo palco, em uma mesma noite com a Exodus e Brujeria - outras duas atrações do sábado no APR. "O público do Recife é sem palavras. Um dos mais fortes do Ratos e é sempre um prazer tocar aí", afirmou por telefone ao G1 o guitarrista Jão. "Vocês acolhem os Ratos de Porão sempre muito bem", lembra. O músico fundou a banda em 1980, quando tocava bateria (muito mal, como lembra no filme “Guidable - A verdadeira estória do Ratos de Porão” ). Desistiu das baquetas e passou para a guitarra, ganhando ele e os fãs.

Para Jão, fazer 30 anos na estrada, tocando sempre, gravando discos e DVDs, é inacreditável. "Quando montei a banda e alguém dissesse naquela época que iríamos viver disso, eu iria dar risada", lembra. "Não imaginava isso. A gente veio do punk paulista, sem perspectivas da periferia. Imaginar um futuro com música era impossível", conta. Até hoje a dificuldade citada pela RxDxPx é a mesma de outras bandas da cena underground. A falta de espaços para tocar e a dedicação para a cena metal, hardcore e extremo, linhas mais pesadas por parte de produtores, dificulta o caminho. "Temos público cativo no Brasil, mas ainda tocamos pouco. Na Europa, por exemplo, chegamos a passar 2 meses viajando e fazendo 50 shows nesse período", lembra Jão. "Na Alemanha, qualquer cidadezinha tem um clube, mesmo pequeno, sempre promovendo shows de metal, punk, som mais pesado", pontua.
 
Para a festa no Recife, em comemoração aos 30 anos da banda, a Ratos de Porão está ansiosa. "Ter no mesmo palco Exodus e Brujeria, nossa, vai ser uma festa. Vamos tocar com tudo", avisa. "Recife tem um público dedicado, onde a gente tem bandas como a Devotos, um exemplo como nós, ralando há 20 anos e conhecida no Brasil todo. Por essa luta, pelo som no qual eles acreditam. Tocamos em várias épocas diferentes, perdi até a conta de quantos shows fizemos aí. Tanto em festivais como o Abril, como em shows só nossos. Vai ser demais", e Jão solta uma gargalhada.  
Futuro
A banda, formada por João Gordo (vocais), Jão (guitarra), Boka (bateria) e Juninho (baixo), está preparando coisa nova. "Temos ainda um disco, por contrato, pela DeckDisc. Estamos tocando, compondo. Queremos produzir, gravar e lançar ainda esse ano", confessa Jão. Enquanto o disco não vem, o Ratos de Porão quer ainda tocar muito pelo Brasil e pelo mundo. "Queria agradecer a energia do público do Recife. Vamos fazer um show inesquecível. Uma forma de agradecer por sempre sermos sempre tão bem recebidos aí", encerra o guitarrista. O público também agradece.
 
Quem +
No sábado (21), também tocam Exodus (EUA), Brujeria (México), Cripple Bastards (Itália), Hellbenders (GO), Firetomb (PE), Pandemmy (PE), Leptospirose (SP) e Test (SP). Os ingressos custam R$30 (meia entrada) e R$40 + 1kg de alimento (ingresso social), além de camarotes que variam de R$ 1 mil a R$ 800, à venda nas bilheterias do Chevrolet Hall (das 9h às 16h30), nas Lojas Renner (Shoppings Recife, Guararapes e Rua da Imperatriz), pelo site Ingresso Rápido e pelo telefone 4003.1212.


PvhCAOS - Vivendo cada dia mais sujo e agressivo......

Tripping.....

A falta que um tacape faz

Se os tupinambás soubessem o que fazem com nossas praias, resolveriam a questão no porrete

Texto por André Caramuru Aubert Fotos Reprodução


A caravela portuguesa está a todo pano, tem vento bom e mesmo assim não consegue se distanciar de seus inimigos, que por três longas horas atiram flechas e a perseguem furiosamente, em direção ao alto-mar, a bordo de sete canoas de guerra, cada uma levando entre 30 e 40 guerreiros. Esse fato foi relatado pelo padre Leonardo Nunes, um apavorado jesuíta que escapou por pouco de virar churrasco, em 1551, numa festa tupinambá no litoral norte paulista. Sim, essa praia – sobre cuja areia você se deita, lambuzado de suor, ouvindo a axé music do quiosque mais próximo e desviando dos papéis de sorvete, dos copos plásticos e dos canudinhos – já foi, por cerca de um milênio, o lar de uma poderosa nação, que resistiu aos invasores portugueses por quase 100 anos, devastou a capitania do Espírito Santo e, em mais de uma ocasião, quase varreu do mapa as então jovens vilas do Rio de Janeiro, de São Vicente e de São Paulo.

Os tupinambás eram numerosos, somando perto de 1 milhão de pessoas (mais ou menos a população de Portugal na época), espalhados por centenas de aldeias ao longo da costa brasileira, algumas das quais, como a de Ubatuba, com populações entre 3 mil e 6 mil indivíduos. Em operações militares, nas quais várias aldeias se uniam, eles com frequência juntavam mais de 10 mil guerreiros. Mais bem alimentados, eram mais altos e mais fortes que os portugueses, excelentes arqueiros e hábeis usuários do tacape (grande porrete usado para abrir ao meio a cabeça do inimigo); as mulheres, muito mais bonitas, mais bronzeadas e sem o bigode das portuguesas, se vestiam mais ou menos como as meninas se vestem hoje na praia, talvez apenas com um pouco mais de roupa. E, se alguém falar em “sociedade de subsistência”, basta dizer que, nos primeiros anos, quando ainda acreditavam nas boas intenções dos invasores, eram eles que gentilmente cediam os alimentos de seus estoques, à base de farinha de mandioca torrada e tainha seca, para alimentar as grandes frotas portuguesas e espanholas que partiam de volta rumo à Europa.

TURBA BESUNTADA
Mas, se eram tudo isso, como perderam a guerra e acabaram exterminados? Claro, não há um único fator, mas, por mais que os livros de história destaquem uma suposta superioridade tecnológica dos europeus e os méritos dos jesuítas em embromá-los e dividi-los, o fator decisivo na derrota tupinambá atendia pelos nomes de gripe, sarampo e coqueluche, que dizimavam, em dias, aldeias inteiras. Se não fosse isso, eles teriam resistido muito mais e talvez até chegado a algum tipo de composição com os portugueses. Os tupinambás viraram mito na Europa e foram os grandes inspiradores de Thomas Morus para escrever a Utopia e de iluministas como Jean-Jacques “o bom selvagem” Rousseau. Mas a verdade é que nem tudo eram flores na vida deles.

Apesar da fama de “sustentáveis”, eles tiveram impacto ecológico considerável sobre a mata atlântica durante os cerca de mil anos em que viveram no litoral, a ponto de se desconfiar que, quando os portugueses aqui chegaram, havia muito poucos focos de floresta primária original na planície litorânea, constantemente submetida a queimadas para o cultivo rotativo da mandioca. Além disso, praticantes de canibalismo e obcecados pela guerra, viviam se matando uns aos outros, bem longe daquela visão idílica de índios vivendo sossegados, em comunhão com a natureza, pescando e caçando, sem pressa pra nada. De qualquer forma, mesmo sabendo que nenhuma sociedade é perfeita, enquanto você anda pela orla com cheiro de esgoto, tropeça no lixo e enfrenta a turba besuntada em bronzeador que todos os verões desce a serra e congestiona tudo, fica difícil não pensar que a praia dos tupinambás era melhor que a sua. E, principalmente, na falta que faz não saber usar um tacape.

*André Caramuru Aubert, 47, é historiador e trabalha com tecnologia. Seu e-mail é acaramuru@trip.com.br

Achado

Cientistas encontram gravura de peixe voador com mais de 300 anos

Desenho do século 17 foi encontrado em livro de 1686.
Gravura será mostrada na biblioteca da Royal Society

Fonte: G1, em São Paulo
 
Uma imagem divulgada nesta quarta-feira (18) mostra uma gravura do século 17 de um peixe voador de John Ray e Francis Willughbys encontrada no livro “História dos Peixes”, datado de 1686. A gravura de 300 anos será apresentada na biblioteca da Royal Society, a academia britânica de ciências, nesta quinta-feira (19).  (Foto: Richard Valencia / Royal Society / AFP)

Uma imagem divulgada nesta quarta-feira (18) mostra uma gravura do século 17 de um peixe voador, encontrada no livro "História dos Peixes" de John Ray e Francis Willughbys, datado de 1686. A gravura de 300 anos será apresentada na biblioteca da Royal Society, a academia britânica de ciências, nesta quinta-feira (19). (Foto: Richard Valencia / Royal Society / AFP)

Dia do Índio

Escolas usam tecnologia para fugir do estereótipo sobre cultura indígena

Professores usam YouTube e DVDs para mostrar a realidade dos índios.
Tribo de Pernambuco faz vivência em escolas paulistas todos os anos.

Colaborou: Ana Carolina Moreno G1, São Paulo

Frente a frente com o índio Klekeiniho, a pequena Maria, de 6 anos, estica o braço e toca o cocar de penas do já antigo amigo, em uma atividade que se repete desde 2010 e virou tradição no Colégio Sidarta, em Cotia, na Grande São Paulo: uma vivência entre membros do grupo indígena Fowá Fulni-ô, que vive em uma reserva na cidade de Águas Belas, no interior de Pernambuco, e crianças de todas as idades que estudam no colégio. A experiência foi a forma que os Fulni-ô encontraram para derrubar os mitos que a sociedade brasileira mantém sobre seus índios, e a tecnologia os ajuda a se aproximarem do homem branco.

Klekeiniho, da tribo Fowá Fulni-ô, de Pernambuco interage com Maria, aluna do Colégio Sidarta, em São Paulo (Foto: Divulgação)O índio Klekeiniho interage com Maria, aluna do Colégio Sidarta, em março em São Paulo (Foto: Divulgação)

Segundo Carmen Maria Hester, coordenadora da área de línguas do Sidarta, os Fulni-ô mantêm contato telefônico regular com o seu e outros colégios paulistas, e viajam uma vez por ano a São Paulo para participar de atividades com os estudantes que eles mesmos planejam, com o auxílio das escolas. Os indígenas aproveitam o mês de abril, quando se comemora o Dia do Índio, para conseguir que as escolas abram suas portas para a experiência que tenta desfazer, segundo Carmen, a "visão totalmente estereotipada que o brasileiro do século 21 tem do indígena brasileiro".

A experiência deu tão certo que, neste ano, o colégio decidiu antecipar a atividade para março porque o grupo não estaria em São Paulo em abril. E produziu um vídeo com vivências anteriores para registrar o aprendizado intercultural.

Índios Fulni-ô pintam rosto de aluna (Foto: Divulgação)
Índios pintam rosto de aluna (Foto: Divulgação)
 
Carmen afirmou ao G1 que os índios envolvem as crianças em atividades como a pintura de rostos para os alunos da pré-escola, a contação de histórias em volta de uma fogueira para os estudantes do fundamental e até um inusitado resgate dos ensinamentos de matemática da tribo, que os próprios índios precisaram perguntar aos mais velhos do grupo antes de compartilhar com os alunos adolescentes e o professor de matemática.

 "Nem todos os índios estão ainda vestidos da maneira ilustrada nos livros e filmes, tem já uma comunidade indígena já bem fortalecida. Tem os que são advogados, engenheiros, tem de tudo. Eles têm celular, usam laptop, são antenados, mas a missão deles é trazer a cultura indígena pro homem branco, é nessas palavras que eles colocam", afirmou Carmen.

Além da presença de indígenas na escola, os professores buscam aproveitar as facilidades do mundo atual para mostrar a presença da cultura indígena na realidade dos estudantes. Com CDs de músicas gravadas nas aldeias ou em estúdio, vídeos publicados no YouTube e até a própria iniciativa de índios como o filósofo e doutor em educação Daniel Munduruku, autor premiado pela Unesco que escreve livros para crianças e adolescentes sobre o cotidiano e as lendas dos indígenas brasileiros.
 
'Querem ficar iguais'
As novidades são aproveitadas para todas as idades em atividades que vão muito além de pintar o rosto e prender uma pena no cabelo. Andrea de Paula Notari, professora do maternal II do Colégio São Luís, usou a internet para mostrar a seus alunos, de 3 e 4 anos, imagens de crianças da idade deles que vivem em aldeias.

"Isso amplia bem a visão do que é o índio, a gente não trabalha o índio como um personagem, e sim como uma pessoa que faz parte da nossa realidade, tem parte do índio na gente", explicou ela, que deixou que os alunos escolhessem que pinturas faciais copiar das fotos e trabalhou a formação das cores a partir dos elementos encontrados na natureza. "Eles gostam, deixam pintar porque estão vendo uma criança pintada e querem ficar iguais a ela."
A gente não trabalha o índio como um personagem, e sim como uma pessoa que faz parte da nossa realidade, tem parte do índio na gente"
Andrea de Paula Notari,
professora

Além das fotos, os alunos do São Luís escutaram um CD de músicas gravado com crianças indígenas e puderam interagir com um cenário construído na sala de aula, com ocas, objetos do cotidiano indígena e esculturas de madeira feitas por uma professora a partir de desenhos de alunos do primeiro ano do ensino fundamental. Segundo Adriana, eles ainda aprenderam mais sobre a mandioca, um dos principais alimentos da cultura indígena, e depois fizeram um bolo em uma atividade de culinária.

No Colégio Dante Alighieri, a proposta pedagógica a respeito dos índios foi atualizada neste ano. "Eles sempre saíam com cocar, colar e tudo isso, mas essa não é muito mais uma realidade próxima deles, não é mais esse índio que a gente vê, então nós reformulamos a proposta", disse Angela De Cillo Martins, coordenadora pedagógica da educação infantil e do primeiro ano do fundamental

Suely Lerner, professora e coordenadora de música do Dante, usou a lousa digital para unir índios e alunos em um único concerto. A educadora pesquisou vídeos de apresentações musicais transmitidos através do equipamento e incentivou as crianças da educação infantil a tocarem junto com os instrumentos à disposição. "Eles tocam junto com o vídeo, junto com a música, parece que estão fazendo parte de algo", contou Suely

Ela conta que aproveitou apresentações culturais de tribos no Sesc e uma visita a uma aldeia em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, para comprar CDs e instrumentos. "Acho que falta para a gente o acesso para ter uma identificação maior, eles estão muito distantes", afirmou ela.
 
Hino nacional em guarani
Nesta quinta-feira (19), os alunos do 5º ano do fundamental do Colégio Santa Maria, na Zona Sul de São Paulo, vão finalmente apresentar uma canção que estão ensaiando, segundo a professora Márcia Almirall, há cerca de 20 dias: o hino nacional brasileiro, na versão em guarani.
O Colégio Santa Maria organiza, todos os anos, visita ao Parque dos Tupiniquins, em Bertioga (Foto: Divulgação)O Colégio Santa Maria organiza, todos os anos, visita ao Parque dos Tupiniquins, em Bertioga (Foto: Divulgação)

 "A gente quer tirar um pouco a imagem que os alunos carregam do índio como um ser à parte da sociedade, que não é cidadão. Levantamos questões para mostrar que ele tem espaço como cidadão brasileiro. Isso não significa que ele abre mão da cultura, ela pode permanecer, mas o índio tem todos os direitos de se inserir na tecnologia atual, viver as mesmas experiências", disse Márcia.

Uma das formas de o índio manter a cultura, segundo ela, é a língua, por isso a escolha de ensinar aos alunos o idioma guarani por meio do hino nacional, também disponível no YouTube. "Como a fonética é muito complicada porque tem palavras sem vogais, não conseguem acompanhar cantando tudo, mas acompanham lendo", disse. Segundo ela, o interesse despertado nos estudantes foi grande. "Eles tinham a impressão que todo mundo no Brasil falava português, agora descobriram que nosso índio brasileiro tem uma formação diferente, e que existem muitas nações indígenas diferentes."
 
 Quando você faz uma marca no calendário, é como se só naquele dia (no Dia do Índio) a gente pensasse nisso . O erro de cair no estereótipo seria maior"
Sandra Scaravelli, especialista
em educação para a diversidade
 
Ensinando a diversidade
Embora os colégios admitam que aproveitam as datas comemorativas para tratar de certos temas para aproveitar a exposição que eles ganham anualmente na mídia, a pedagoga Sandra Scaravelli, especializada em educação e diversidade, alerta para as consequências de abordar um assunto apenas em datas marcadas.
"Quando você faz uma marca no calendário, é como se só naquele dia a gente pensasse nisso. O erro de cair no estereótipo seria maior. É perigoso porque o educador é um formador de opinião", explicou ela ao G1.

Segundo Sandra, "o Brasil é diverso e a gente ainda não tem uma clareza de como se faz esse trabalho na sala de aula". O ideal, de acordo com a especialista, é tratar o tema de maneira transversal e evitar reforçar o índio como alguém diferente. "Quando faz marca está na verdade dizendo que a diferença é algo caricato, que não é algo usual."

Datas históricas, segundo Sandra, podem ser abordadas em certos períodos do calendário, mas a diversidade deve ser tratada de maneira transveral durante todo o ano letivo, para que as crianças possam refletir sobre o que está discutindo na sala de aula e, assim, fugir do senso comum.

No Colégio Sidarta, os índios Fulni-ô hoje conseguiram uma relação tão próxima dos estudantes que se sentam para almoçar no refeitório com as crianças e, no recreio, demostraram serem tão bons quanto os adolescentes brancos no futebol. "Começaram até a dizer que Garrincha era Fulni-ô. Eles começam a perceber as semelhanças, a entender que é tudo Brasil", disse Carmen. "É uma experiência transformadora para as crianças, é uma coisa da qual elas não vão esquecer."

PvhCAOS - one little two little three little indian...

Obra Clássica transgredida

Suspeitos de tráfico adicionam cigarro de maconha em obra clássica

Réplica foi apreendida em operação em Belo Horizonte.
Imagem reproduz parte do afresco de Michelangelo ‘A Criação de Adão’.

Fonte: G1 MG

Réplica de quadro aprreendido. (Foto: MARCELO PRATES/HOJE EM DIA/AE)A Polícia Civil apreendeu nesta quarta-feira (18) uma réplica da obra "A Criação de Adão", do pintor italiano Michelangelo, em que um cigarro de maconha foi adicionado à imagem, durante uma operação realizada no bairro Juliana, na Região Norte de Belo Horizonte. Na imagem, Deus estaria entregando a droga a Adão. As rachaduras do teto da Capela Sistina, no Vaticano, local em que o afresco pode ser visto, também foram reproduzidas na tela apreendida. Na ação, 12 pessoas foram presas e um adolescente foi apreendido por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios. O quadro foi encontrado na casa de um dos detidos. (Foto: MARCELO PRATES/HOJE EM DIA/AE)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Semana do Metal - Korzus


'Ainda veremos milionários tocando metal', diz vocalista do Korzus

Pompeu diz ao G1 que o gênero está em seu melhor momento no Brasil.
Grupo paulistando toca no dia 21 de abril no Metal Open Air, no MA.

Fonte: Flávio Seixlack  G1, em São Paulo

Os integrantes do grupo Korzus (Foto: Divulgação)Os integrantes do grupo Korzus (Foto: Divulgação)
 
Quem desgosta ou não entende de metal pode até ter achado mera coincidência o fato de o Korzus ter lotado o espaço reservado para seu show no Rock In Rio 2011, mesmo com a apresentação tendo acontecido em um horário “ruim”, no início do dia. Para os fãs do grupo, entretanto, a história é outra. Na ativa desde o início da década de 80, o Korzus não está de passagem no mundo da música.
 
(No sábado, 14, o G1 deu início a uma série de nove entrevistas com artistas que vão se apresentar na primeira edição do festival Metal Open Air, que acontece em São Luís, no Maranhão, entre os dias 20 e 22 de abril.)
Portanto, tocar às 14h15 no festival Metal Open Air, em São Luís (MA), no dia 21 de abril não deve ser problema para uma banda com a facilidade de atrair público e com a experiência de já ter se apresentado em eventos como o gigante Monsters of Rock. Mesmo assim, o vocalista Pompeu acredita que “será uma coisa diferente”, principalmente porque o MOA é 100% voltado para o metal. “O gênero tem crescido muito no Brasil”, afirmou em entrevista por telefone ao G1. “Vai ser muito legal, é uma região muito bonita. A expectativa é a melhor possível”.
 
A apresentação no evento será diferente daquela vista no Rock In Rio, que foi recheada de participações. “Vai ser só a gente mesmo. Nós é que vamos participar de outros shows”, conta Pompeu. O repertório deve trazer músicas de todas as fases do Korzus, especialmente a mais recente delas: em 2010, o grupo lançou “Discipline of hate”.

O músico, que já tocou em festivais ao lado de muitas das principais atrações do Metal Open Air, afirma que vai dar preferência às bandas que nunca viu antes no evento em São Luís. “Pretendo assistir o Legion of the Damned. Quero ver também o Charlie Sheen(risos) e o Rock n’ Roll All Stars [o ator será o mestre de cerimônia do show]. É a primeira vez que o Gene Simmons [que faz parte do grupo] tem uma banda além do Kiss”.
O que não deve pegar ninguém de surpresa é a força que o metal tem no Brasil, o que faz Pompeu concordar que o país merecia um evento com a grandiosidade do Metal Open Air. “O gênero está atualmente em seu melhor momento, tanto de público, quanto de bandas. Hoje, o Brasil tem os maiores nomes de metal do mundo, como Sepultura e Krisiun”. Ele acredita que o gênero, embora não seja algo que ganhe destaque no jornal das oito, ainda vai render frutos para os seus representantes. “Daqui a uns anos ainda veremos muito milionário por aí tocando metal”, diz.

Mas o músico não reclama da suposta falta de exposição das bandas por parte da imprensa ou o esquecimento dos promotores de outros festivais quando começam a montar a programação de um novo evento. “Na Globo, por exemplo, tirando o Serginho Groismann, que poderia render um papo agradável, e o Jô Soares, que faz um programa legal, não me vejo tocando em nenhum outro programa. Não vejo o Korzus tocando na Angélica ou no Faustão, por exemplo. Não tem nada a ver, nem com o som, nem com o nosso público e nem com o que a gente quer”, completa.
 

Coisa de louco

Tupac Shakur pode entrar em turnê 16 anos após sua morte

Holograma do cantor utilizado em show de Dr Dre e Snoop Dogg pode participar de mais apresentações

Fonte: iG com Reuters

O fato mais comentado envolvendo a edição 2012 do festival Coachella, que teve início no último fim de semana nos Estados Unidos, foi a presença do rapper Tupac Shakur na apresentação de Dr Dre e Snoop Dogg - Tupac morreu em 1996.
Foto: Getty Images
 
O rapper Snoop Dogg e o Tupac Shakur virtual durante apresentação no festival Coachella
O músico foi reproduzido em tamanho real no palco por meio de um holograma. "Tupac" cantou "Hail Mary" e "2 of Amerikaz Most Wanted" ao lado de Snoop Dogg - antes de desaparecer.

O sucesso em torno da aparição de Tupac fez com que os envolvidos cogitassem uma turnê do rapper, afirmou uma fonte próxima ao The Wall Street Journal.

Criado pela Digital Domain Media Group Inc., empresa de efeitos visuais que ganhou o Oscar
 pelo seu trabalho em "O Curioso Caso de Benjamin Button", de 2008, o holograma não é apenas a transposição de vídeos antigos do músico. "Não é material de arquivo. É uma ilusão", disse Ed Ulbrich, chefe da Digital Domain.

oto: Getty Images
O holograma do rapper Tupac Shakur

De acordo com ele, a aparição de Tupac no Coachella é só o começo de um plano maior de Dr Dre. Foi o rapper quem procurou a empresa há um ano para conversar sobre a possibilidade de criar um Tupac digital.
Primeiro sua imagem foi criada com base em características físicas e movimentos capturados em gravações de shows. Depois de trabalhada, a imagem foi reproduzida no palco com base num efeito especial do século 19, que utiliza um pedaço de vidro para refletir a projeção.
 


"Um pedaço de vidro pode ser transparente e ao mesmo tempo refletir algo, dependendo apenas da forma como ele é posicionado no palco", explicou Jim Steinmeyer, ilusionista que escreveu muito sobre a história do efeito.
A assessoria de Dr Dre não comentou a possibilidade de Tupac Shakur estrelar sua própria turnê.



PvhCAOS - yo!

Cultivo maternal

Casal é preso após cultivar maconha em quarto de bebê de 3 semanas

Caso ocorreu em Plant City, na Flórida.
Christopher e Angela Holbrooks foram detidos.

Fonte: G1, em São Paulo
 
 
A polícia de Plant City, no estado da Flórida (EUA), encontrou pés de maconha que eram cultivados no quarto de um bebê de apenas três semanas. Os agentes acharam 37 pés da a criança, segundo a emissora "WPTV".

Maconha era cultivada em quarto de bebê de apenas três semanas. (Foto: Divulgação)Maconha era cultivada em quarto de bebê de apenas três semanas. (Foto: Divulgação)
 
 
A vizinha Monica Case disse ter ficado chocada ao ouvir que o quarto da criança era utilizado para cultivar a droga. "Eu não consigo acreditar nisso. Como eles puderam fazer isso com um bebê? Isso é chocante", disse ela.

Na operação, a polícia prendeu o casal Christopher Holbrooks, de 30 anos, e Angela Holbrooks, de 34.

PvhCAOS - Eu sei o que faço e não me embaraço....

By BBC

Artista japonês transforma animais conservados em objetos de arte

Iori Tomita transforma um processo científico criado para estudo de organismos em uma forma de colorir os esqueletos de animais pequenos.


 O artista japonês Iori Tomita utiliza um método científico para transformar animais conservados em laboratório em objetos de arte.

 Para conseguir o resultado, Tomita, que é formado em Ciências Pesqueiras na Universidade de Kitasato, modifica as proteínas do corpo dos animais com químicos, para deixá-los transparentes.

Em seguida, ele injeta um pigmento magenta nos ossos dos animais e um colorante azul em suas cartilagens.

Em seu site, o artista explica que o procedimento foi criado para permitir o estudo dos esqueletos dos animais.

Tomita diz que cria espécies transparentes 'como objetos que farão com que as pessoas se sintam mais próximas das maravilhas da vida'.
Segundo ele, os objetos finais podem ser vistos como experimentos científicos, obras de arte e até como 'uma porta de entrada para a filosofia'.


Camaleão (Foto: Iori Tomita)Camaleão (Foto: Iori Tomita)
Camundongo (Mus musculus) (Foto: Iuri Tomita)Camundongo (Mus musculus) (Foto: Iori Tomita)
Jabuti (Testudinidae spp). (Foto: Iuri Tomita)Jabuti (Testudinidae spp). (Foto: Iori Tomita)
 
 




pVHcaos - o QUE os olhos não vêem, a ARTE sente

terça-feira, 17 de abril de 2012

Semana do Metal - Almah


17/04/2012 08h00 - Atualizado em 17/04/2012 09h09

'Odeio o termo underground', diz cantor do Almah e do Angra

Vocalista do Angra, Edu Falaschi toca com o Almah no Metal Open Air.
Ele fala sobre suas declarações polêmicas de 2011 e o atual hiato do Angra.

Cauê Muraro Do G1, em São Paulo

 

A banda de heavy metal Almah, com Edu Falaschi ao centro, toca no festival Metal Open Air (Foto: Divulgação)

 

“A gente está vendo a morte do metal nacional – pra mim, morreu.” O diagnóstico desanimador foi dado em novembro passado por Edu Falaschi, o vocalista dos grupos de Angra e Almah, em entrevista a um site dedicado a esse segmento musical. Registrado em vídeo, o protesto gerou, naturalmente, controvérsia. Falaschi surge verborrágico e tenso: avança contra o que ele entendia como indiferença do público brasileiro, sempre disposto a conferir ao vivo os expoentes estrangeiros do estilo, mas em detrimento das formações nacionais.
(No sábado, 14, o G1 deu início a uma série de nove entrevistas com artistas que vão se apresentar na primeira edição do festival Metal Open Air, que acontece em São Luís, no Maranhão, entre os dias 20 e 22 de abril.)
O tom é consideravelmente distinto do que vemos num vídeo mais recente, divulgado na última semana. Neste, o cantor convoca fãs a comparecer no Metal Open Air, festival para o qual está escalado a tocar com o Almah, grupo que nasceu como projeto-solo, em 2006, e que no ano passado lançou o terceiro álbum. A exaltação do final de 2011 foi agora substituída por um relativo otimismo, na medida em que Falaschi crê que o evento nordestino irá “quebrar paradigmas e preconceitos”.
Em entrevista ao G1, por telefone, ele comenta o porquê da alteração de perspectiva. “Eu acredito que as coisas estão começando a mudar [no mercado]”, falou ele. “Eu tenho feito um tratamento de sete meses, para recuperar a voz. E esse tratamento, que tem também é um tratamento psicológico, me deu muito mais chão, tranquilidade.”
Após o Rock in Rio 2011, onde tocou com o Angra, Falaschi chegou a divulgar um comunicado sobre o tema. Dentre outras coisas, ele afirmou que seu trabalho no Angra – banda na qual ingressou em 2001, em substituição a Andre Matos – exigiu muito de suas capacidades, o que comprometeu sua voz. A necessidade do tratamento é decorrência também disso, esclarece o músico. A outra parcela, maior, tem a ver com questão psicológica, que também vem sendo trabalhada.
Nesta entrevista, o vocalista fala sobre esse problema e também sobre a repulsa que sente pelo termo “underground”, que usualmente se refere ao terreno habitado por bandas de menor expressão comercial. “Tenho orgulho de ter aprendido tudo que aprendi no underground. Mas tenho mais orgulho de ter conseguido sair”, observou ele. Leia, a seguir, trechos da conversa.
G1 – No vídeo em que você convoca os fãs a irem a São Luís, você parece mais tranquilo do que naquele de novembro do ano passado. Você agora fala estar “muito contente” com o Metal Open Air, que vai “quebrar paradigmas e preconceitos”. A que se deve esse otimismo?
Edu Falaschi –
Na verdade, essa é uma boa pergunta (risos)... Eu acredito que as coisas estão começando a mudar [no mercado]. Esse otimismo é devido a várias coisas. Aquele momento [em novembro] foi uma explosão mesmo, de várias coisas que tinham acontecido, tensão dentro da banda em que eu trabalho, o Angra, pós-Rock in Rio – eu estava muito abalado, nervoso mesmo, cabeça quente. Acabei falando algumas coisas que realmente penso, mas de uma forma agressiva. Também teve a frustração de ver alguns amigos sofrendo, o pouco público, os shows mais vazios...
E, hoje em dia, tenho esperança que isso mude, porque algumas coisas aconteceram nesse meio do caminho. Tenho falado com alguns políticos, com algumas pessoas importantes, para, por exemplo, trabalhar em cima de uma baixa de IPI [imposto sobre produtos industrializados], para baratear o custo de instrumentos musicais, instrumentos de áudio... Obviamente, isso facilitaria para as casas noturnas terem equipamentos melhores, e as bandas teriam mais condições técnicas. Com certeza, ajudaria a atrair o público para os shows.

G1 – Você também fala no vídeo que o festival pode ser “realmente o início de uma nova era no ano de 2012”. O que exatamente quis dizer com isso – “nova era”?
Falaschi –
Eu acho que esse festival vai abrir os olhos de muita gente importante, políticos, pessoas que podem ajudar no crescimento da indústria musical em geral. Aos olhos das pessoas mais leigas, as coisas podem começar a melhorar: mostrar que um festival desse tamanho está acontecendo até no
Nordeste, por exemplo. Nunca teve um festival desse nível e com tantas bandas brasileiras, é a primeira vez na história. Eu acho que a gente tem potencial para exportar as bandas. Não adianta ter Angra e Sepultura, tem que ter uma gama de bandas para puxar o movimento.
Quando eu fui para a Finlândia gravar o primeiro disco do Almah, em 2006, vi um programa lá que era igual ao da Hebe: uma velha loira, um negócio assim. E sabe quem tava tocando no programa? O Children of Bodom [banda de death metal daquele país]. Eu não botei uma fé, [era] um programa megapopular, só de “tiazona” e tal... Por que aqui não poderia ser [igual]? Claro que pode ser. É só uma questão de organização, de mostrar para todo mundo que o rock é profissionalizado.
Obviamente, não vou mudar nada sozinho, mas vou ficar em casa vendo todo mundo se F.? Vou pensar “sou famoso, sou do Angra” – e beleza, a cena continua assim?! Acho que o monopólio é ruim. Tem uma porrada de bandas que conheço que mereciam um crédito. Por isso falei do MOA [Metal Open Air], porque a banda vai poder se mostrar lá, para o público do Megadeth, 20 mil pessoas.
G1 – Você sente falta de ter reconhecimento no Brasil? Não falo dos fãs do estilo, mas do público em geral...
Falaschi –
Poderia ser maior com certeza. Para as pessoas enxergarem o heavy metal como potencial, como mais um mercado – apesar de a gente cantar em inglês. Canto em inglês por uma questão estética, o estilo soa melhor em inglês. Se fosse fazer por dinheiro, eu montaria uma dupla sertaneja. Eu sou metaleiro mesmo, de alma. As pessoas tiram o sarro, pode falar, não tem problema nenhum. Sou assim desde o começo da adolescência.
G1 – Como é essa história de você não gostar do termo “underground”?
Falaschi –
Eu não gosto mesmo. Porque algumas pessoas me criticaram, depois daquele vídeo [de 2011], querendo dizer que eu nunca fiz parte do underground, que eu era um "playboyzinho" que fiquei famoso depois que entrei no Angra, então acabei falando algumas besteira porque não manjo. E outra: as pessoas que falam isso não sabem da minha história. Eu tenho 20 anos de carreira, metade disso foi no underground, que essa é coisa que só tem boteco podre, com o som podre.
Eu fico P. porque é um termo que, se você traduzir, você está abaixo do nível da terra, do chão.  Quem fica embaixo da terra, pra mim, é morto, defunto. A gente tem que pensar grande, as bandas deveriam querer sair do underground. Eu tenho muito orgulho de ter aprendido tudo que aprendi no underground, mas eu tenho mais orgulho de ter saído dele e de hoje viver no mundo real. Esse negócio de ficar tocando num barzinho para cem pessoas ser legal – isso aí é papo furado. Se você oferecer um milhão para o cara sair dali, ele sai na hora. Metaleiro que tem esses papos às vezes: “Sou true, sou metal, tem ficar no underground, tem que ser raiz!”. Eu não posso ser raiz, vivendo bem, comendo bem, em bons restaurantes, sustentando a minha família – eu não posso ter isso?
G1 – Você acha que esse apego ao underground, essa falta de ambição, impede de tornar a coisa maior?
Falaschi –
Isso é coisa de quem não experimentou o outro lado. O rock tem um pouco desse radicalismo, e eu tenho lutado para quebrar isso aí. O cara nunca viveu o lado bom, muitas bandas não têm referência. O que elas conhecem é o quê? É o boteco podre, com equipamento lixo, iluminação ridícula... Mas se [essas bandas] tivessem a oportunidade de tocar em lugares bons... Devia mudar para todas as bandas entenderem o que é a vida real, o que é estar do nível do chão.
G1 – Uma das principais polêmicas do Lollapalooza foi o estado da voz do Dave Grohl, do Foo Fighters. Você passou pela mesma coisa no Rock in Rio 2011. Como avalia essa questão vocal?
Falaschi –
Eu tenho feito um tratamento de sete meses, para recuperar a voz, com uma equipe médica. E esse tratamento, que também é um tratamento psicológico, me deu muito mais chão, tranquilidade. O meu caso foi 70% do stress emocional – cansaço, frustrações, brigas –, isso foi “somatizado”. Nas minhas cordas vocais, não tenho nenhum problema. O stress causou refluxo, que é tipo uma gastrite, o ácido ficava queimando a minha corda vocal. Acho que, em todas as bandas, os músicos não entendem o vocal. Se estoura uma corda da guitarra do cara, ele vai lá e troca. Já cordas vocais, elas não [se] vendem na Theodoro [tradicional rua de São Paulo conhecida pelas lojas de instrumentos] (risos)...
G1 – Qual é o seu cargo atual: vocalista do Almah e ainda do Angra? Ultimamente, você tem sido mais referido como vocalista do Almah...
Falaschi –
O Angra, depois do Rock in Rio, parou – e decidiu ficar parado até 2013. Eu também tinha que fazer esse tratamento. Em 2013, a gente conversa, vai ver o que vai fazer, se vai fazer um DVD, vai gravar um disco, vai voltar, vai esperar mais...
G1 – Para os não iniciados, os grupos de metal podem parecer excessivamente parecidos uns com os outros. Seria tudo mais ou menos igual...
Falaschi –
Como, para mim, pagode é tudo igual. Axé é sempre aquela coisa de “Tira o pé do chão!”. E eles, dentro do mercado deles, falam que não [é tudo igual]. A gente vai sempre defender o nosso. Não sou contra os caras que gostam de samba, sertanejo – faz parte da cultura. Até porque tem coisas que são boas, principalmente as mais antigas. Só acho que devia ter espaço para todo mundo.
G1 – No caso do Almah, você se preocupa em oferecer algo que permita ao ouvinte distinguir a banda das demais?
Falaschi –
Na verdade, era um projeto solo, porque eu estava fazendo as coisas com o Angra. Quando o Angra degringolou, decidi tornar uma banda. No Almah, a gente mistura algumas linguagens, o heavy metal tradicional, como Iron Maiden, e o lado mais pesado, que é o thrash. Mas, ao mesmo tempo, temos melodias vocais e harmônicas, bem pop, com refrãos melodiosos pra caramba. Não gosto de usar o [termo] pop, mas tem aquele pop de verdade, Tears for Fears, Supertramp, esse tipo de influência. Então, [o Almah] acaba tendo umas harmonias de a galera decorar.

Essa vale um Pulitzer


13/12/2011 19h55 - Atualizado em 16/04/2012 18h42

'Estava onde o suicida esteve', diz afegão de foto chocante em atentado

Fotógrafo registrou menina gritando entre parentes mortos; imagem é forte.
Massoud Hossaini saiu ferido de atentado que deixou ao menos 70 mortos.

Fonte: AFP

Uma fotografia tirada por Massoud Hossaini de uma menina afegã de pé em meio a uma pilha de corpos capturou a imagem da devastação deixada imediatamente após um ataque suicida contra um santuário xiita em Cabul, no Afeganistão, na semana passada.

O fotógrafo da AFP, de 30 anos de idade, estava a alguns metros de distância quando a bomba explodiu na última terça-feira (6), deixando ao menos 70 mortos. A imagem da menina Tarana, de 12 anos, gritando em meio aos corpos ofereceu uma visão clara da devastação, e foi capa dos jornais americanos "The New York Times", "The Washington Post" e "The Wall Street Journal".
Tarana Akbari perdeu sete familiares no atentado, incluindo um irmão de 7 anos (Foto: Shah Marai/AFP) 
Tarana Akbari perdeu sete familiares no atentado,
incluindo um irmão de 7 anos (Foto: Shah Marai/AFP)

Hossaini descreveu o que aconteceu e o que significa ser um fotógrafo afegão trabalhando em seu país destruído pela guerra. Lei o relato abaixo.

"Eu estava checando a minha câmera quando de repente houve uma explosão enorme. Por um momento não tive consciência de nada, só senti a onda da explosão e a dor em meu corpo. Joguei-me no chão.

Vi um monte de gente correndo no sentido oposto à fumaça. Sentei-me e vi que minha mão estava sangrando, mas não sentia dor.
É meu trabalho saber o que está acontecendo, então corri na direção oposta de toda a gente.
Quando a fumaça baixou, vi que eu estava de pé no meio de um círculo de cadáveres, amontoados, um em cima do outro. Eu estava exatamente no lugar em que o suicida esteve.

Fiquei em estado choque. Não sabia o que fazer. Então comecei a clicar. Sabia que estava chorando. Foi muito estranho chorar, nunca tinha reagido daquela forma, antes.
Quando a fumaça baixou, vi que eu estava de pé no meio de um círculo de cadáveres, amontoados, um em cima do outro. Eu estava exatamente no lugar em que o suicida esteve."
Massoud Hossaini, fotógrafo

Não ajudei ninguém, porque não pude, estava realmente em choque. Sabia que precisava cobrir aquele horror, registrar tudo, toda a dor, as pessoas correndo, chorando, batendo no peito e gritando: 'morte à Al-Qaeda, morte ao Talibã!'.

Virei-me para a direita e vi a menina. Quando Tarana se deu conta do que tinha acontecido a seu irmão, primos, tios, mãe, avó, todas as pessoas ao redor dela, começou a gritar.
Nas minhas fotos, ela estava apenas gritando. Essa reação de choque era tudo o que eu queria captar.
(Nesse momento, chegou um grupo de jovens que começou a atacar os jornalistas no local do atentado.)

Eles me tiraram do local, mas de alguma forma eu consegui voltar e só me lembro quando as pessoas estavam carregando os corpos e eu tentei capturar aquele momento.
Eu queria apenas refletir a dor real de todos ali, para qualquer pessoa que visse minhas fotos. Não importava se afegãos, americanos, muçulmanos, cristãos, ou outros quaisquer. Só queria que soubessem o que meu povo estava sentindo."
Senti 100% tudo. Estive no local antes, durante e depois [do atentado], e fiquei ferido. Foi uma experiência importante.
Na primeira e segunda noite, tive dificuldade para dormir. Sempre que fechava os olhos, lembrava da cena, me perguntando o que mais eu poderia ter feito por aquelas pessoas, por que não ajudei ninguém?
No terceiro dia, todas essas emoções na minha cabeça acabaram porque eu descobri que a foto tinha sido publicada em todo lugar. Vi que tinha feito uma grande cobertura que tinha tido efeito importante. Graças a Deus eu estava lá e consegui tirar uma foto e enviá-la o mais rápido que consegui."
Imagem forte (Foto: imagem forte)
A menina, de 12 anos, grita em meio aos corpos de vítimas do ataque (Foto: Massoud Hossaini/AFP)A menina Tarana, de 12 anos, grita em meio aos corpos de vítimas do ataque (Foto: Massoud Hossaini/AFP)
 

Olha essa

Eremita vive nu há duas décadas em ilha remota no Japão

Masafumi Nagasaki transformou Sotobanari em 'refúgio' para velhice.
'Achar um lugar para morrer é importante', diz ele.

Fonte: Reuters

   
O japonês Masafumi Nagasaki em sua ilha em 14 de abril (Foto: Reuters)  

O japonês Masafumi Nagasaki, de 61 anos, vive como eremita na ilha Sotobanari, na costa oeste da ilha japonesa de Iriomoto, na província japonesa de Okinawa.

A ilha é remota, e os pescadores da região raramente chegam nela, que é protegida por correntes marítimas perigosas.
Nagasaki transformou a ilha em seu "refúgio" para a aposentadoria, e estabeleceu um código de vestimenta bem claro: a nudez total.
Ali, ele enfrenta sozinho tufões, naturais na região tropical, e os mosquitos que infestam a ilha.
O japonês Masafumi Nagasaki em sua ilha (Foto: Reuters)O japonês Masafumi Nagasaki em sua ilha (Foto: Reuters)

"Eu não faço o que a sociedade me diz, mas sigo as regras do mundo natural. Você não pode vencer a natureza, então você tem de obedecê-la completamente", disse.

"É o que eu aprendi quando cheguei aqui, e é por isso que estou tão bem."
Nagasaki mora há duas década na ilha, desde que largou seus empregos, como fotógrafo e na indústria do entretenimento.
Ao se aposentar, ele só quis "ficar longe de tudo".
Ele escolheu Sotobanari, que tem forma de fígado e cerca de mil metros de diâmetro. O nome que dizer "ilha distante" no dialeto local.

A ilha, apesar de ser japonesa, fica mais perto de Taiwan do que de Tóquio.
No começo de seu retiro, ele se vestia toda vez que um barco de pescadores passada. Mas depois perdeu os pudores e passou a andar nu sempre.

Ele afirma que na ilha a nudez é quase um uniforme, e que se sente mal com roupas ali.
Ele só se veste uma vez por semana, quando pega um barco e vai comprar mantimentos e água potável em uma vila. Ele também saca os cerca de US$ 120 que sua família lhe envia.
Sua comida diária é à base de bolo de arroz. A água para o banho e o barbear vem da chuva, coletada em panelas.

A rotina é rigorosa. Começa com banho de mar e tomar sol. Depois, vem a parte difícil, de preparar a comida, arrumar o acampamento e esperar a noite.
Ele defende sua escolha:
"Achar um lugar para morrer é importante. E eu decidi que esse é o meu lugar."
 
 

Reciclagem

Técnico faz esculturas com sucata de computador em Fortaleza

Armando descobriu habilidade quando construiu brinquedo para o filho.
Técnico diz cobrar até R$ 1 mil por encomendas de esculturas.

Elias Bruno Do G1 CE

Armando usa câmeras antigas, mouses, HDs e outros componentes para criar esculturas (Foto: Kelly Freitas/Agência Diário)

O técnico de informática Armando Oliveira nem imaginava que a habilidade descoberta quando transformou um mouse em brinquedo para o filho de oito anos iria se transformar em negócio lucrativo para a família. “Coloquei um vibrador de videogame dentro do mouse e os 'dentes' de uma escova embaixo funcionando com uma pilha de nove volts e dei para meu filho brincar no colégio”, explica. Anos depois, já no comando de uma loja de consertos para computadores em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, o técnico decidiu usar as peças eletrônicas que sobravam na oficina para construir outras esculturas “tec”, como um surfista feito com uma máquina fotográfica e uma webcam na cabeça sobre uma base de ferro elétrico.

As criações deixaram de ser hobby quando chamaram a atenção da irmã dele, que mora em São Paulo. “Mandei uma 'ave tec' de presente e os amigos delas de São Paulo gostaram e fizeram encomendas”, relata. Desde então, falta material na oficina de Armando para atender à demanda. O técnico passou a procurar em sucatas HDs antigos, placas mães defeituosas, máquinas fotográficas, webcam e usar solda, cola quente, ferros e lixos eletrônicos para construir aranhas, tartarugas, índios, réplicas de veículos e personagens literários como o Dom Quixote, divulgados atualmente em um blog e comercializados na página dele no Mercado Livre.

Segundo Armando, não existe segredo para idealizar as esculturas tec: as criações são de acordo com a forma das peças e, claro, com a imaginação. No começo, a maioria dos pedidos eram de pássaros e outros animais com formatos possíveis de serem feitos com as peças, mas os clientes ficaram mais exigentes e, hoje, fazem até exigências. “Uma das esculturas que deu mais trabalho foi um tanque de guerra que a pessoa fez questão de ter a base de uma máquina fotográfica antiga, que foi bem difícil de encontrar”, conta o técnico.
 
Esculturas 'tec' custam até R$1 mil
As encomendas mais trabalhosas como o tanque de guerra podem custar até R$ 1.000,00 e tem garantido um retorno financeiro satisfatório para Armando, que também exerce a função de técnico de informática na prefeitura de Fortaleza, além de seguir mantendo a oficina. “Uso o dinheiro das encomendas para complementar a renda da família e também para comprar mais sucata e produzir outras esculturas”, afirma. O investimento na própria habilidade também trouxe um reconhecimento social a ele pela prática de reciclagem, além de convites: “Fui convidado para fazer uma exposição das esculturas e já começamos a agilizar isso, que deve ocorrer logo mais, em junho”.

 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Semana do Metal - Anthrax

Músico falou sobre os problemas durante gravações de novo álbum.
'Worship music' é o primeiro disco com o vocalista original desde 1990.

 

Fonte: Flávio Seixlack Do G1, em São Paulo

 

"Worship music", décimo trabalho de estúdio do Anthrax, que saiu no fim de 2011, já é considerado pelos fãs e pela crítica como um dos melhores discos da carreira dos metaleiros de Nova York. Mas o que, de certa forma, hoje pode ser considerado quase como um renascimento da banda, por pouco não foi sua cova. "Confesso que em determinado momento pensamos até em abandonar tudo e acabar com o Anthrax", disse o guitarrista Rob Caggiano em entrevista ao G1.

A salvação veio com o retorno de Joey Belladonna, vocalista da formação original, que voltou para gravar seu primeiro álbum com o Anthrax desde "Persistence of time", de 1990. As dificuldades serviram como combustível para a criatividade presente nas canções - não por acaso, o disco agradou tanto aos apreciadores do gênero. "O Anthrax está mais forte do que nunca, especialmente por conta da volta do Joey Belladonna", diz.

O Anthrax está de volta ao Brasil para se apresentar às 22h da segunda noite do festival Metal Open Air, em São Luís, no Maranhão, sendo um dos principais nomes da boa escalação do evento. Leia a entrevista com Caggiano, que falou de Los Angeles por telefone, a respeito da nova visita do grupo ao país:
G1 – O Anthrax está de volta ao Brasil. Quais são as expectativas para tocar aqui novamente?
Rob Caggiano – São as melhores possíveis, como sempre. Acho que o Brasil e a América Latina são alguns dos melhores lugares para se tocar na face da Terra, e mal podemos esperar para voltar e nos apresentarmos no país que tem os fãs mais empolgados do mundo, sem dúvidas.
G1 – Quais memórias você tem do país?
Rob Caggiano –
Bem, uma coisa que me lembro é que, muitos anos atrás, quando fomos tocar aí, tivemos que viajar de ônibus entre São Paulo e Rio de Janeiro. E foi uma trajetória realmente incrível, deu pra ver toda a paisagem durante a viagem, as pessoas, o clima... deu pra sentir bem como é o Brasil, de uma forma diferente, pois costumamos sempre viajar de avião.
G1 – Vocês vão tocar em um festival de metal. Qual é a diferença entre se apresentar em um evento com bandas do gênero e em festivais com grupos de estilos variados?
Rob Caggiano –
Na verdade, não faz a menor diferença pra gente. Sempre tocamos do mesmo jeito, não importa se é um festival de metal ou um festival com outros tipos de banda. A energia do Anthrax é sempre igual, independentemente disso.
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Mal podemos esperar para voltar e nos apresentarmos no país que tem os fãs mais empolgados do mundo"
Rob Caggiano
G1 – Como será o setlist do show?
Rob Caggiano –
O que vamos tocar? Bem, essa é uma pergunta interessante, pois temos mudado muito o repertório a cada noite. Temos apresentado coisas do disco novo, claro, mas nunca nos esquecemos dos clássicos. Vamos tocar nossas principais músicas, mas também algumas do "Worship music".
G1 – O Anthrax já mudou diversas vezes de formação. Você acredita que a atual esteja entre as melhores?
Rob Caggiano –
Certamente! O Anthrax está mais forte do que nunca, especialmente por conta da volta do [vocalista original] Joey Belladonna. Sua energia vocal é surpreendente, ele traz características únicas para o som, que os fãs reconhecem e gostam.

G1 – Muitos consideram “Worship music” um dos melhores discos do Anthrax. O que pode dizer a respeito desse trabalho? Como foram as vibrações durante as gravações?
Rob Caggiano –
Tivemos muitos problemas com a gravação desse disco, devo dizer. Foram momentos muito conturbados e demorou muito pra que ele fosse gravado e saísse do forno. Confesso que em determinado momento pensamos até em abandonar tudo e acabar com o Anthrax. Mas aí as coisas foram mudando, o Joey [Belladonna] decidiu voltar e tudo se encaixou. Quando vimos, tínhamos um material poderoso em mãos.
G1 – Acredita que o álbum tenha ficado bom justamente por conta desses problemas?
Rob Caggiano –
Sem dúvidas. Acho que esse tipo de desafio ajuda no fim das contas. Nós superamos todos os problemas que quase levaram o grupo ao fim e, de fato, o álbum ficou muito bom e verdadeiro.
G1- O vocalist Joey Belladonna está de volta. Como foi seu retorno ao grupo?
Rob Caggiano –
Foi a melhor coisa poderia ter acontecido com a gente. Ele é fantástico, mas sua volta não foi tão simples quanto parece. Quando começamos a trabalhar em estúdio, ele nos visitava de vez em quando e, com o tempo, foi ganhando confiança para poder cantar, já que tinha dúvidas quanto a isso. Um dia, então, ele nos disse que gostaria de fazer as vozes do disco e, quando menos vimos, ele estava de volta. Mas foi um passo de cada vez.
G1 – O Anthrax tem mais de 30 anos de carreira. Quais são os próximos passos para o grupo?
Rob Caggiano –
Primeiro vamos nos focar em divulgar esse disco, excursionar e apresentar as músicas de "Worship music". Depois disso? Não sei. Talvez dominar o mundo (risos)?


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